Entrevistas antigas

BELPHEGOR: “Dane-se a Igreja, precisamos de mais Metal!”

Monday, 15 de September de 2008

Corey Mitchell, escritor do MetalSucks, recentemente teve a chance de mandar por e-mail algumas perguntas para o vocalista/guitarrista do BELPHEGOR, Helmuth. Após o susto leia suas respostas sobre servidão, satanismo, zumbis, o novo disco da banda, “Bondage Goat Zombie”, sempre manter-se brutal e mais.

MetalSucks: O quão importante é Satã para sua ideologia? Você pratica o que prega?

Helmuth: “Na verdade a música vem primeiro e domina tudo. O resto é morte, demônio e mulheres. Era assim no início da banda, e permanece assim até hoje. Sexo. Satã. Arte. Eu realmente tenho interesse nisso. O conceito das letras desse disco lida basicamente com a vida fascinante do Marquês de Sade; os tópicos são mordidas, flagelação, e toda a parte legal de fetiche/nylon”.

“A palavra ’sadismo’ vem do nome do Marquês de Sade. Desde 1996 que estou mais do que impressionado com ele, quando coloquei minhas mãos em ‘120 Dias de Sodoma’, ‘Justine ou Juliette’, etc. Eu realmente recomendo esses escritos. Seu trabalho era um campo de guerra cheio de sexo pervertido e humilhação. Mas por outro lado são pura poesia… é fascinante. E sua vida também foi bem impressionante. Eu usei muito de seus versos originais no disco novo. Ele era um rebelde e ficou na prisão por cerca de 25 anos por causa de sua arte e ideais, e apesar de ter se refugiado ele sempre se recusou a se curvar”.

MetalSucks: Tem profanado igrejas ultimamente?

Helmuth: “Foda-se a igreja, nós precisamos de mais Metal. Abra esses buracos podres para bacanais e bombardeie o Vaticano.”

Para ler o resto desta entrevista visite http://www.metalsucks.net/?p=6762.

Fonte: Whiplash

MAYHEM: Entrevista e vídeo da performance no Summer Nights Open Air

Monday, 30 de June de 2008

Um vídeo da banda Norueguesa de black metal MAYHEM tocando no festival Summer Night Open Air, que aconteceu nos dias 20 e 21 de Junho no Castelo Frauenstein, na cidade de Mining am Inn/Áustria, pode ser visto abaixo:

Mais vídeos da performance e uma entrevista podem ser vistos no Metalhead TV.

YouTube Preview Image

Fonte: BLABBERMOUTH

AMON AMARTH entrevistado no Download Festival; Vídeo disponível

Saturday, 14 de June de 2008

Nick Ruskell da revista Kerrang! entrevistou os viking metallers Suecos do AMON AMARTH na edição desse ano do Download Festival, que começou dia 13 e vai até dia 15 no Donington Park/Leicestershire/Reino Unido. Veja conversa  de três minutos abaixo.

YouTube Preview Image

Fonte: BLABBERMOUTH

IHSAHN: Entrevista feita pelo Metalkult

Friday, 13 de June de 2008

IhsahnO zine MetalKult visitou a Noruega em Março, aonde tiverem a rara oportunidade o Symphonique Studios, estúdio do guitarrista/vocalista do EMPEROR, IHSAHN, em Notodden/Noruega.

Na visita eles puderam conferir o equipamento que o IHSAHN usou na gravação do seu último trabalho solo, angL, antes de sentar com a lenda do black metal para uma longa entrevista.

Na entrevista IHSAHN discute sobre diversos tópicos, incluindo as raízes musicais do som agressivo do angL, sua colaboração com Mikael Akerfeldt do OPETH e como a “expressão black metal” veio de um lugar rural e isolado como Notodden.

Confira a entrevista neste link.

Fonte: METALKULT

ENTREVISTA | MARDUK: guitarrista tem pedaços do crânio de Dead

Thursday, 29 de May de 2008

O zine virtual grego RockPages.gr publicou uma entrevista com Morgan Hakänsson, do MARDUK, onde o guitarrista fala sobre os planos do grupo, comenta a mudança de vocalista e confirma estar em posse de pedaços do crânio de Dead, falecido integrante do MAYHEM.

Rockpages.gr: Toda vez que vocês lançam um álbum vocês fazem turnês intensivamente. Quais são os planos para quando a turnê do álbum “Rom 5:12” acabar?

Morgan: “Nós já fizemos 75 shows em cima do novo disco e muitos ainda virão. Nesse momento estamos nos preparando para uma turnê na América do Sul e selecionando aparições em alguns festivais. Nós podemos também passar pelos EUA antes de acabar o ciclo das turnês do ‘Rom 5:12′. Depois disso nós vamos nos focar por completo no nosso 11° álbum. Já posso adiantar que temos muitas idéias e uma visão forte do disco que virá”.

Rockpages.gr: A maioria das bandas de Black Metal privam-se de tocarem ao vivo e fazer turnês. MARDUK é uma das excessões. Você concorda com esse tipo de atitude Black Metal? Depois de todos esses anos, estar em turnê ainda é interessante e satisfatório?

Morgan: “Eu acredito que temos uma mensagem para espalhar e isso é o que fazemos de melhor diante das pessoas. Juntos nós criamos a ‘Magia Black Metal’. Se outras bandas não quiserem tocar ao vivo, isso é problema deles. Eu realmente não me importo muito com o que os outros estão fazendo. Nós continuamos nossa marcha. Estamos nos sentindo mais fortes de corpo e alma e nos dedicando mais desde então”.

Rockpages.gr: Ambos acreditamos que a performance ao vivo de Mortuus causa impacto e sua voz é mais gutural e carregada se comparada com a de Legion [Nota: novo e antigo vocalista, respectivamente]. Qual a reação dos fãs perante isso e você acredita que Mortuus tem conseguido levar o MARDUK para um patamar maior?

Morgan: “Foi muito bom ocorrido essa troca de vocal. Trabalhar com Mortuus é, de longe, bem mais interessante do que os últimos anos com Legion. Mortuus tem uma personalidade fora de série e uma voz que é do além túmulo. A reação dos fãs tem sido impressionante”.

Rockpages.gr: “Poderia dividir conosco algum relato sobre os rumores dando conta que você possui um colar com fragmentos do crânio de Dead [ex-integrante do MAYHEM, que se matou em abril de 1991]?

Morgan: “Isso não é rumor. Peguei os pedaços com Euronymous [companheiro de Dead no MAYHEM] uma semana depois que Dead se suicidou e, sim, eu ainda o tenho e sempre vou ter”.

Rockpages.gr: Voltando ao inicio dos anos 90, Quorthon era venerado como um “Mestre Black Metal” e além do BATHORY, o MARDUK era a única banda sueca aprovada por toda a cena norueguesa… Ou não? Por que você acha que os noruegueses eram tão negativos perante o não-Norueguês Black Metal?

Morgan: “Essa importância já foi discutida tantas vezes que já virou piada. Bandas como nós, ABRUPTION e DISSECTION tiveram muitos bons contatos com as bandas norueguesas mais antigas e dividimos um ideal e trabalhamos com todas as nossas forças para alcançar isso. Não acho que eles eram negativos com a maioria das bandas não norueguesas. Eu diria até que isso foi enventado pela mídia. A Suécia e, em especial, o BATHORY começou mais ou menos a cena de Black Metal escandinavo e a cena Viking Metal também”.

Rockpages.gr: Infernus perdeu os direitos do logo e da marca registrada da própria banda. Agora Gaal e King Ov Hell são os “cabeças” do GORGOROTH. Como você vê todo o caso?

Morgan: “Qualquer que seja sua opinião sobre a música, Infernus ainda detém o nome. É óbvio que ele não começou a banda e era só o membro original remanescente. Mas como disse antes, essas coisas não são da minha conta”.

Rockpages.gr: Marduk é uma grande parte da sua vida. Você consegue se imaginar se a banda deixar de existir?

Morgan: “Claro que consigo imaginar uma vida sem o MARDUK. Ainda há caminhos que eu quero seguir na minha vida. Mas a chama negra ainda está ardendo com força e eu ainda vou guiar a minha legião conhecida como MARDUK por muitos anos!!!”

A entrevista completa (em inglês) está neste link.

Fonte: WHIPLASH

Entrevista | DARKTHRONE: “somos uma banda de Metalpunk”

Thursday, 22 de May de 2008

Anthony Morgan do Lucem Fero recentemente fez uma entrevista por e-mail com Fenriz do DARKTHRONE, onde foram abordados diversos assuntos, incluindo a influência Punk do grupo.

O nome do álbum (”F.O.A.D.”) carrega algo de Punk; quais elementos do gênero você acha que esse disco incorporou?

Fenriz: “Há muito mais Punk em ‘The Cult Is Alive’ (2006), esse [novo disco] tem mais Heavy Metal. Os elementos Punk estão em todos os álbuns do Darkthrone, exceto o ‘Soulside Journey’ (1990), nosso primeiro trabalho. Aprendemos com nosso erro naquele álbum — para o qual, nós fomos para um estúdio de Metal. Arrrgh. Nossos elementos Punk estão refletidos na péssima qualidade do som que nossas demos sempre tiveram. Além disso, muitos de nossos riffs não sinfônicos (melódicos) têm algo de Punk neles. Nós somos Metalpunk: esse é um gênero pequeno, mas não menos importante. VENOM, MOTÖRHEAD e CELTIC FROST foram as mais importantes bandas Metalpunk nos anos oitenta, que sendo assim foi o mais importante período”.

Vocês já têm algo escrito ou gravado para o próximo álbum? Caso já tenham algo pronto, o que você pode revelar sobre esse material?

Fenriz: “Nós gravaremos as primeiras músicas de nosso próximo disco em alguns dias, começando num sábado (27 de outubro). Minha música se chama ‘Hiking Metal Punx’; tem um riff estilo MÖTORHEAD, um riff NWOBHM/Speed Metal e também um riff estilo Punk/IRON MAIDEN. Isto é o que a [banda] PUKE da Suécia gostaria de fazer, eu acho (verifique essa banda, que é minha banda Punk oitentista sueca favorita).”

“A Blaze in the Northern Sky” é frequentemente citado como um clássico muito influente no Black Metal; o que você pensa sobre isso?

Fenriz: “Ontem eu concedi uma entrevista à rádio nacional da Noruega baseada nessa pergunta. Esse álbum tem muitos riffs de Death Metal mas os tolos não percebem pois ele parece Black Metal, e o som é Black Metal. Isso não é uma verdade incontestável, mas, de qualquer forma, nós raramente fazemos um disco puro. Não temos pensamentos totalitários nessa banda, o mesmo em ‘Under A Funeral Moon’. O pensamento totalitário é ruim, mas bom para certos trabalhos HAHAHAHAHAHAHAHAHA”.

Você acha que isso (a controvérsia sobre algumas letras do disco “Transilvanian Hunger”) oferece aos detratores do Metal uma oportunidade de admoestar o DARKTHRONE como um grupo racista, algo que a banda não é? O que pensa sobre isso?

Fenriz: “As pessoas nos odeiam o tempo todo, então isso é previsível. Fazer coisas populares assim como grandes videoclipes tal qual aqueles que o NIGHTWISH faz destroem o Metal. Extremismos, por outro lado, não destroem o Metal a longo prazo. O racismo não é um assunto no nosso universo, o mundo do Metal. Nele, Jesus não tem poder algum e isso é verdadeiramente global. É preciso combater os tolos com mentes limitadas!!!”

O que você acha que difere o DARKTHRONE em 2007 do DARKTHRONE de 1987? O que pensa que mudou na banda nesses 20 anos?

Fenriz: “Não mudou muito. As músicas que compomos atualmente são semelhantes a ‘Snowfall’ de 1988! Fazemos hoje músicas que poderíamos ter feito em 1988 se tivéssemos naquela época o conhecimento e prática”.

Leia a entrevista completa (em inglês) neste link.

Fonte: WHIPLASH
Traduzido por José Fonter